Archive for abril \30\UTC 2008|Monthly archive page

Desconstruindo idéias

Imersão

Imersão não significa necessariamente modificação na trama ou interação:

  • Posso interagir e imergir
  • Posso não interagir e imergir

O processo de imersão não é compatível com a atualização contínua.

Ou seja, não dá para imergir em real time…

Pacote multimídia

A narrativa em flash, a exemplo de El País, El Mundo e NY Times, por exemplo, não é compatível com a cobertura real time…

Leva um tempo (horas) para montar um infográfico como o do acidente da TAM, feito pelo EL Pais (com erro, ainda – a trajetória do avião na pista estava incorreta). Segundo o papa da infografia multimídia, Alberto Cairo, aquele gráfico levou 6 horas para ser construído.

Também não podemos jogar imediatamente no ar um vídeo (reportagem/notícia) ou áudio (reportagem/notícia) diferente do conteúdo do texto em real time… A edição leva um tempo, ainda que haja um template pré-elaborado para isso.

Real time

Os sistemas de publicação (alguns deles) não estão programados para real time… Geralmente, um delay nos faz parar a montagem de uma galeria de imagem pela metade…

Assim, a atualização em real time não é condição de existência do jornalismo digital. Ela também é potencializada por conta de questões crono-espaciais…

Links

Os links não são paratextos na web. Na realidade, eles nos dão acesso. Precisamos deles para virar a página. Isso não significa que trata-se de um paratexto…

Um link pode ser um vídeo, áudio, retranca, e-mail, e por aí vai….

TV e slideshow

O slideshow com áudio é um elemento potencializado do que se pode fazer na TV, com imagem e áudio…

Narrativas

Se eu aplicar a noção de Ricoeur no enredo de um livro do Tolstói, em uma reportagem especial de papel, em um pacote multimídia ou nos infográficos animados, ainda assim, terei a mesma noção de narrativa cujo conceito tem sido remexido por conta do jornalismo digital…

O que muda sã0 suporte e ferramentas… Se é linear ou não, não importa.

Linearidade

Ser linear (ou não) depende do ponto de onde se acessa e como.

A pensar

LM

Viva a redundância

Deu pra entender que se trata de uma área de opinião do leitor? Não? Ihhh…
LM

Estilo tipográfico, por Robert Bringhurst

“O estilo literário é o poder de mover-se livremente pelo comprimento e pela largura do pensamento lingüístico sem deslizar para a banalidade. Estilo tipográfico, neste sentido amplo da palavra, não significa nenhum estilo em particular, ‘meu estilo’, ‘seu estilo’, ‘neoclássico’ ou ‘barroco’, mas o poder de mover-se livremente por todo o domínio da tipografia e de agir a cada passo de maneira graciosa e vital, sem ser banal”

Bringhurst, Robert. Elementos do estilo tipográfico – versão 3.0. São Paulo: Coisac & Naif, 2004.

LM

Narrativa, segundo Paul Ricoeur

“Uma história descreve uma sequência de ações e de experiências feitas por um certo número de personagens, quer reais, quer imaginários. Esses personagens são representados em situações que mudam ou a cuja mudança reagem. Por sua vez, essas mudanças revelam aspectos da situação e das personagens e engendram uma nova prova (predicament), que apela para o pensamento, para a ação ou para ambos. A resposta a essa prova conduz a história à sua conclusão.”

Ricoeur, Paul. Tempo e Narrativa. Trad. Constança M. Cesar. Campinas: Papirus, 1994. Tomo I, p. 214

Design, segundo o Houaiss

substantivo masculino
Rubrica: desenho industrial.
1 . a concepção de um produto (máquina, utensílio, mobiliário, embalagem, publicação etc.), esp. no que se refere à sua forma física e funcionalidade
2 . Derivação: por metonímia.
o produto desta concepção
3 . Derivação: por extensão de sentido (da acp. 1).
m.q. desenho industrial
4 . Derivação: por extensão de sentido.
m.q. desenho-de-produto
5 . Derivação: por extensão de sentido.
m.q. programação visual
6. Derivação: por extensão de sentido.
m.q. desenho (‘forma do ponto de vista estético e utilitário’ e ‘representação de objetos executada para fins científicos, técnicos, industriais, ornamentais’)
Locuções
d. gráfico
Rubrica: desenho industrial, artes gráficas.
conjunto de técnicas e de concepções estéticas aplicadas à representação visual de uma idéia ou mensagem, criação de logotipos, ícones, sistemas de identidade visual, vinhetas para televisão, projeto gráfico de publicações impressas etc.
Etimologia
ing. design (1588) ‘intenção, propósito, arranjo de elementos ou detalhes num dado padrão artístico’, do lat. designáre ‘marcar, indicar’, através do fr. désigner ‘designar, desenhar’; ver sign-

LM

Narrativa, segundo o Houaiss

substantivo feminino
ação, processo ou efeito de narrar; narração
1. exposição de um acontecimento ou de uma série de acontecimentos mais ou menos encadeados, reais ou imaginários, por meio de palavras ou de imagens
2 . conto, história, caso
3 . o modo de narrar
4 . Rubrica: literatura.
prosa literária (conto, novela, romance etc.), caracterizada pela presença de personagens inseridos em situações imaginárias; ficção
5 . Rubrica: literatura.
o conjunto das obras de determinado autor ou de uma determinada época, de um país etc.; ficção
Ex.:

LM

Para além das máquinas

“Para poder trabalhar é necessário supor que o mundo não é como deveria ser e que se pode transformá-lo. A ontologia se ocupa do problema de como é o mundo, enquanto que a deontologia cuida de como ele deveria ser e a metodologia, da maneira de transformá-lo. Estas questões se entrelaçam. Não se pode saber que o mundo não é como deveria ser, sem saber como ele é de fato. Tampouco é possível saber que o mundo é como é, se ignoramos como deveria ser. Por sua vez, também não há como saber que o mundo não é como deveria, sem saber que é transformável; nem saber que é transformável, ignorando como é na realidade. De tudo isto segue-se que não há ontologia alguma sem deontologia e metodologia; nem uma deontologia sem ontologia e metodologia; nem uma metodologia sem ontologia e deontologia.”

Flusser, V. Para além das máquinas.

LM

Concepções flusserianas

Flusser nos instiga a rejeitar uma separação dicotômica entre representação e referente , entre signo e coisa em si, entre teoria e prática das estruturas da linguagem. Fabricar e informar são aspectos de um mesmo programa, são manifestações da ação humana única de tentar impor sentido ao mundo por meio de códigos e técnicas.

A experiência do mundo passa a ser regida por outros códigos e convenções, por linguagens e projetos capazes de reformular a percepção, muito mais que a paisagem.

Todo projeto é ao mesmo tempo solução e obstáculo, a única certeza é de um aumento da complexidade em escala geométrica.

Flusser, V. Mundo Codificado. São Paulo: CosaicNaif, 2007, p.14, 16.

A pensar,

LM

Podemos imergir, sim

Não é um exemplo jornalístico, mas é o que de melhor essa pesquisadora encontrou pela web (até agora) sobre narrativa de imersão. Esse é o caminho. Vamos em frente.

Simulação volumétrica do bairro do Comércio com o aumento do gabarito dos prédios, segundo o novo plano diretor (2008). Por Marcos Rodrigues.

Sobre o arquiteto baiano

LM

Experimente a nanomandala de VV

Se quiser entender o processo de imersão na nanomandala de Victoria Vesna, entre nessa URL: http://nano.arts.ucla.edu/mandala, e pressione o mouse nas setas nos dois sentidos (◄►) na parte superior esquerda da página. A imagem muda e a surpresa aparece…
LM