Mouse, 40 anos

Boa hora para discutir a edição (ou melhor, as chamadas) relacionadas à tecnologia que completa 40 anos nesta terça-feira, 9. Tudo bem que a interface multi-touch ou o voip não tornarão o mouse redundante, como afirma Rob Skitmore, do London Science Museum, mas é preciso mudar a visão de composição das páginas baseada exclusivamente em dispositivos. Usar o que ensinou a teoria do jornalismo ainda faz muito sentido.

Uma das primeiras ações é deletar o “click to play” das chamadas de vídeo. Senão, a cada vez que surge um novo modo de relação com a máquina, haverá perólas do tipo: “toque aqui”, “fale agora” ou “passe o mouse para visualizar”. Mais do que ser redundante, trata-se de um erro editorial. Mais uma vez a idéia do controle remoto toma fôlego nesse contexto. Basta pensar nas teclas do controle remoto para concluir que se o uso dos botões é intuitivo porque não o deveria ser o dos botões na web?


Parafraseando Claudia Gianetti (2006, p. 57), o caminho (ou um dos caminhos) “é encontrar modelos de conhecimento e de juízo estético que possam ser aplicados a todas as artes”. Plus (meu): aplicar esses modelos à edição on-line, precária e excessivamente redundante.

Trata-se de remixar as teorias da percepção e da informação, “pois o processo fisiológico e cognitivo começa nos órgãos sensoriais, nos quais se produz a primeira etapa do processamento de informação”.

O que está em jogo é diferenciar a recepção da informação recebida e da assimilada pela consciência, uma vez que os dados são selecionados e codificados em múltiplas formas. Isso significa que o entendimento está sujeito a processos fisiológicos específicos, que o determinam (GIANETTI: 2006, p. 54)

Uma sobrecarga de informação pode provocar irritação, assim como um nível muito baixo produz sensação de monotonia (…). Sendo, a informação transmitida (…) deve manter um equilíbrio quantitativo e, por outro lado, gerar tipos de informação pouco redundantes (princípio da exceção ou inovação); quando se alcança esse nível, se produz ao espectador a sensação agradável de ter captado algo novo, algo criativo (Ibidem).

A pensar,

LM

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