Creative commons x business plan

Ronaldo Lemos e Geert Lovink no Tuca (PUC/SP) – (Crédito: NetArt)

O pesquisador Geert Lovink postou em seu blog impressões sobre o evento Estamos preparados para o público 2.0, realizado na PUC, no último dia 14, e destacou a polêmica travada com o Ronaldo Lemos, diretor do Creative Commons no Brasil (CC). O clima esquentou quando Lovink questionou o advogado sobre como o CC pode gerar um modelo de negócios a artistas que compartilham autoria de uma obra. “I suggested to develop an alternative monetary peer-to-peer economy that will secure a basic income for the growing group of creative workers”.

Para Lemos, a estrutura da internet faz com que as produções intelectuais sejam livres porque todo mundo pode criar e compartilhar obras, sobretudo coletivas, e não há como cobrar por isso. “O CC é um espaço voluntário, as pessoas escolhem ser querem usá-lo ou não. A web 2.0 foi institucionalizada, acabou sua fase heróica e não há mais o que dizer”. Isso significa que há empresas privadas tentando ganhar dinheiro com as redes sociais.

O diretor do CC no Brasil defende que modelos de negócios devem ser baseados em uma reconfiguração das bases do Direito Autoral. Pois na cultura de rede pautada pelo remix (obras podem ser misturadas e recriadas). As Artes Plásticas, por exemplo, são afetadas por novos interlocutores.

Geerk enxerga no CC algo mais que uma opção ou idéia utópica. “O Creative Commons não tem o objetivo de deixar todo o conteúdo livre. Mas sim, racionalizar e flexibilizar copyright”. Para o criador da Nettime, não basta criticar a indústria, “É fácil criticar o modelo tradicional. Difícil é dizer como a indústria criativa vai sobreviver . Não devemos fazer críticas de estruturas já estabelecidas? Como elaborar uma forma de pagamento independente dos bancos?

Lovink não concorda com críticas reducionistas e superficiais. Para ele, é preciso entender o contexto todo. “Os americanos dominam grande parte dos softwares, dos termos, e o Google tem um papel importante nisso, e os sites de redes sociais também. Temos que parar com esse mantra da cultura livre se não pudermos mostrar às pessoas como elas podem ganhar dinheiro com isso.”

A grande questão do debate é “como cobrar conteúdo sem deixar de permitir compartilhamento e colaboração?”

Art & Creative Commons Debate in São Paulo, by Geert Lovink.

A pensar,

LM

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