De palavras-chave

Às vezes, demora-se a perceber que há algumas palavras-chave que fazem toda a diferença para pensar modos de compor em uma cultura de rede. Obviamente, que cada profissional tem um método próprio de planejar conteúdo, conforme a plataforma. Mas o debate Encontros de Interrogação, realizado no Itaú Cultural na quinta-feira, 21, mostrou que um dos caminhos é entender o significado das palavras.

Ainda que a perspectiva do encontro tenha sido discutir o Espaço entre Palavra e Imagem no campo poesia, a partir das novas tecnologias de produção, é perfeitamente coerente emprestar um dos tópicos da discussão, o conceito de trasncriação, de Haroldo de Campos (1929-2003) para projetos digitais.
Transcriação é a criação de uma nova obra a partir da tradução de um texto original. A teoria começou a ser esboçada em 1962 no texto Da tradução como criação e como crítica, no qual o poeta afirma: “a informação estética do poema traduzido é autônoma, mas está ligada à do poema original por isomorfia”. 
Nesse sentido, uma das palavras-chave é transcriação. As outras, destacadas pela mediadora Giselle Beiguelman, e que vale a pena refletir, são: incorporar, interface, objeto cultural, formato descartável, demanda, design e mensagem. Elas se referem à discussão sobre o futuro do livro, levantadas pelo público para os participantes André Vallias, Celso Borges e Ricardo Aleixo, mas podem perfeitamente ser aplicadas à estética da composição na rede. 
A pensar,
LM  
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