Lições de um vencedor

Não é novidade que a campanha digital de Barack Obama foi um estrondoso sucesso, e o Cannes Lion 2009 comprovou isso. Obama for America levou a melhor na categoria Titanium and Integrated.

Também não é novidade que a obamania tomou conta de todo mundo que pretende se candidatar nas próximas eleições. Mas, guardadas as diferenças culturais, é possível adaptar ao Brasil as experiencias do atual presidente dos EUA.

(Scott Goodstein, dir.)

A obamania tem vários nomes, e um deles é Scott Goodstein, estrategista de mídias sociais e SMS da campanha. Em São Paulo, a convite da agência Dentsu Latin America, @Goodstein ensinou, em menos de 60 minutos, o que fazer quando o assunto é política na web.

A campanha de Obama foi a primeira a usar SMS para informar e conquistar o eleitor, a criar ringtones e papéis de parede e registrou o maior número de seguidores no twitter: 300 mil.

Por isso, alerta, Goodstein, é preciso avaliar estrategicamente as redes sociais e se perguntar, com frequência,: “Qual é o retorno do investimento em propaganda no twitter?” “Quantas pessoas clicam em anúncios em redes sociais?”

O guru do SMS de Obama arrisca uma fórmula para os 120 caracteres: 60 para informação e os outros 60 para anúncio. O slogan que está na ordem do dia para Goodstein é “Please, forward.”

O uso de mídias digitais é planejado estrategicamente com o propósito de eliminar o filtro da imprensa: “Não precisamos da imprensa. Transmitimos ao vivo via streaming direto de nosso site. Nossa mensagem não será mais confundida com a da imprensa, nem filtrada pela imprensa.”

Ouçamos o que diz Scott Goodstein:

– dividir a campanha digital em interna (site) e externa (redes sociais e SMS)

– alcançar pessoas que passam 18 horas (ou +) conectadas (o celular deixou de ser um aparelho para realizar chamadas)

– não se trata de SMS, mas de conexão

– dar razões para as pessoas se inscreverem (para receber SMS, por exemplo)

– elaborar estratégias inteligentes de SMS

– é possível alcançar uma diversidade de pessoas pela internet

– prestar atenção ao Facebook

– não duplicar o conteúdo do site da campanha no celular

– criar ações específicas para cada ferramenta disponível em rede

– distribuir mensagens multimídia

– investir em tecnologia de pesquisa

– geo-targing (mapear eleitores por localização geográfica, étnica, etc.)

– pensar em usos inteligentes de cartão de crédito (para doações, por exemplo)

– incluir no planejamento propaganda móvel

– avaliar a escala da equipe para trabalhar com diversas ferramentas

– considerar o potencial das redes sociais

– saber que a fórmula da campanha está pautada em: pessoas, dinheiro e tempo

A pensar,

LM

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