De mobilidades e vigilância



Vale a pena anotar os destaques da cobertura feita pelo @premiosm do Colóquio Internacional Nomadismos Tecnológicos, que termina hoje em Buenos Aires:


– arte recontextualiza a tecnologia quando descentraliza hierarquias
– mídias locativas equilibram forças contrárias de rastreamento e vigilância
– artistas podem explorar as condições benéficas das mídias móveis 
– movimento é o próprio meio da vigilância e não mais forma de nos esconder
– na era da mobilidade, lugares são pontos fluidos de vigilância
– mídias digitais são executadas em velocidade vertiginosa, e trazem à tona a onipresença da vigilância
– rastreamento, traços, registros são novas formas de vigilância digital, permitem ver através
– três modelos operam simultaneamente e ajudam a explicar a trama complexa das sociedades: identificação, registro e monitoramento
– não se pode generalizar o modelo panóptico para o meio digital
– a vigilância modela o agora em três tipos: panóptico, escóptico e rastreamento
– “inteligência ambiente”: a ressonância (e não mais a interatividade) é o design do espaço
– computadores estão em todos lugares; as tecnologias móveis – em especial – estão enraizando-se dentro das coisas
– tecnologias digitais e móveis têm o pressuposto da vigilância, tendência ao poder, ao controle, mas também são apropriadas por práticas artísticas
 ( Lucia Santaella)
– vivemos num mundo de processos múltiplos e instáveis; essa aceleração abrupta é turbulência
– turbulência é boa metáfora do mundo da mobilidade
– turbulência: movimentos podem parecer caóticos, mas há uma lógica e ordem neles
– turbulência: movimento violento e instável do ar; imprevisível
– mobilidades dividem grupos sociais e modalidades de poder
– os diversos aspectos da mobilidade: força motriz, velocidade, ritmo, direção…
– tuburlência é um conceito central para a teorização da mobilidade
(Tim Cresswell)
– interessa discutir o impacto das novas tecnologias, mediadas via softwares, para o cotidiano
– espacialidade x informação: quais são as fronteiras? Os conteúdos estão submetidos às legislações locais?
– tecnologia de servidores mobile: a possibilidade de hospedar sites no celular; tecnologia vai se popularizar e levantará a discussão sobre desterritorialidade e controle sobre conteúdos
– hoje o mundo é mediado por softwares
– software studies busca compreender os impactos da utilização dos softwares nas sociedades contemporâneas
(Cícero Silva)
– redes: exaustão e estímulo
– redes não são simplesmente tecnologia ou social, são imaginadas: local-global
– o fato de vivermos numa sociedade em rede tem se tornado um lugar comum.
(Wendy Chun)
– cria-se uma nova pele com as novas tecnologias, os jovens são formados em uma cultura colaborativa
– nova forma de memória, pois reconfigura a idéia de quem somos ao contar com um registro de nossa história pessoal
– sistemas de visualização de dados; dispositivos que reconfiguram nosso pensamento
– “o tempo é o modo que a natureza tem de impedir que tudo ocorra de uma única vez”
(Di Castro cita R. Kurzweil)
– portabilidade atual relaciona-se à redução de custos e dispositivos, intervindo na vida cotidiana
– tecnologias móveis criam uma nova forma de memória: portabilidade e instantaneidade são as palavras-chaves
(Andrea Di Castro)

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