Interfaces móveis e corpo

Giselle Beilguelman, diretora artística do Instituto Sergio Motta


Mais destaques da cobertura feita pelo @premiosm do Colóquio Internacional Nomadismos Tecnológicos, realizado em Buenos Aires. A transmissão dos dois dias do evento está na rede.

público negocia sua privacidade; “ouvidoria” renegocia o social, que vaza para além do espaço expositivo
– diversas instâncias de negociação e autonomia; faz ver poderes e forças da informação hoje
– o que chama a atenção em alguns trabalhos é a negociação com o usuário: vale a pena usar gratuitamente, mas abrir minha privacidade?
– o que tem sido colocado em relação ao social nessas mídias? Há uma noção de realidade
– que tipo de participação efetiva esses projetos vêm proporcionando? Os trabalhos endossam as mesmas realidades construídas
– que tipos de obras ainda surgirão nesses novos lugares (que não são mais fixos, permeados por informação)?
potencial de tecnologia, mas não há potencial distributivo
– práticas locativas nos apontam um mundo de possibilidades, mas podem ser decepcionantes
– nomadismos não se referem apenas a deslocamento físicos, mas espaço de criação, condição disparadora para artistas
deve-se evitar a demonização da tecnologia móvel; já é lugar comum
fronteiras se tornaram mais rígidas com as tecnologias. Há mais desconfiança do que facilitação de fluxos
– que tipo de nomadismo pode ser concebido em um contexto de cerceamento de liberdades civis?
obras locativas têm dificuldade de visualizar elementos de apreciação desses trabalhos
por que não há grandes artistas-locativas?
perspectiva de aplicação social de tecnologias consumistas e fetichistas
(Lucas Bambozzi)

fotos panorâmicas trazem o não lugar, a rota de fuga pela mobilidade aérea
local x deslocalização
qual a experiência do andar e a visão aérea?
experiência não pode ser reconstruída, mas as informações sim, o que gera uma enorme ruptura na arte contemporânea
– deslocamento da intervenção da paisagem para um espaço expositivo fechado: não é possível recriar, mas também não cabe representar
– minimalismo: visão do “alto” é um problema, pois trata-se da presença física do observador na obra; se deslocar em torno da interveção, da obra, é fundamental; observador em movimento
– a contraposição entre uma visão de cima-baixo e de baixo-cima é um dilema que atravessa a arte contemporânea há algum tempo
–  mídias locativas: o ponto de vista aéreo dominante
(Nelson Brissac)

desafios relacionados às infraestruturas cada vez mais corporativas e vigilantes
– mobile nation: cultura participartiva, criação em contexto multi-plataforma, computação persuasiva e educação mobile (http://bit.ly/3Nos8Q)
– intervenção GPS com narrativas históricas, culturais e sociais, com a contribuição da comunidade local
– projetos com mídias móveis ativam comunidades urbanas
–  necessidade de percorrer ambientes físicos
– arte mobile no contexto da relação corpo-ambiente
(Martha Ladly)

rediscutir as relações mutáveis do tempo
questões de mobilidade e imobilidade a partir de uma gama de tecnologia de representação, incluindo os celulares
– discutir as diferentes formas de construção do tempo, já q a herança modernista é de um tempo unidirecional
qual a relação entre mobilidade e imobilidade?
(David McIntosh)

contexto das redes distribuídas sugere: fragmentação, transitoriedade, formas de agenciamento coletivo e espacialização
–  já a obra “Suite 4 mobile tags”, de Giselle Beiguelman e Maurício Fleury, constrói uma composição coletiva anônima
lógica da obsolescência, apontada no trabalho “mobile crash” de Lucas Bambozzi, na mostra Geografías Celulares http://bit.ly/3dg1BJ
nesse contexto observa-se: desenvolvimento de interfaces e uso inesperado de aparelhos cotidianos
redes de celulares são ao mesmo tempo: informação em fluxo e fluxo de informação
sistemas como MySpace e YouTube trazem uma cultura mais de upload que download
– ambiente de rede passa a ser visto com entusiasmo, mas o episódio do Napster gera um movimento por sistemas mais fechados
– essas possibilidades geram um entusiasmo com sistemas distribuídos, e criam a cultura do copyleft, da distribuição gratuita
– há similaridade com o modelo da internet; que geram “camadas” e novas formas de articulação da informação
telefonia celular ocorre por meio bases fixas, que permitem a transmissão em movimento: funcionamento em cadeia
geografias celulares: portabilidade/mobilidade podem ser substituídos por outros termos?
(Marcus Bastos)

– corpo dota o dispositivo de movimento
– cria-se uma “cartografia da dor”: dispositivos móveis ligados ao corpo, que reagem a sinais wifi, causando dor ao artista
sujeito > mobilidade do sujeito > dispositivos móveis > rede: a mobilidade instaura novas dimensões territoriais
– “território” se apresenta como um categoria em ebulição, um cenário móvel e incerto
– proliferação das interfaces móveis propõe novas relações do corpo e território
(Mariela Yeregui)

Anúncios

No comments yet

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: